J. K. Rowling

Thursday, March 03, 2005

Biografia de J. K. Rowling

Joanne Kathleen Rowling nasceu em 31 de julho (mesmo dia do aniversário de Harry) de 1965 na cidade de Chipping Sodbury,na Grã-Bretanha (o nome da cidade, ela diz, foi a razão pela qual ela coleciona “palavras esquisitas” para seus livros.). Seu pai, Peter,era gerente da Rolls-Royce,e sua mãe, Anne,era dona de casa. Ela se descreve na infância como uma criança com cara de pudim, usando óculos e muito estudiosa - uma menina tímida, esforçada e muito insegura. J.K.tem uma irmã mais velha, Diane,ou Di (para quem foi dedicado o primeiro volume da série),que está estudando Direito. Joanne e Di costumavam brincar com um casal de irmãos que eram seus vizinhos - e o sobrenome deles era Potter! Eles brincavam de se vestir com roupas das mães e fingiam que eram bruxas, estudando em escolas de bruxaria... (qualquer semelhança não é mera coincidência). Mas a história de J.K. (e as “coincidências”) vem antes mesmo dela nascer. Seus pais se conheceram na estação de King’s Cross, ela tivera uma professora muito parecida com a Profa. McGonagall e até mesmo o Ford Anglia azul da família Weasley, é um carro que seu grande amigo Shean Harris tinha!
Mas a vida de Rowling não foi fácil, aos 15 anos, ela descobriu que sua mãe sofria de esclerose múltipla, mas mesmo assim não desistiu de sua vida, trabalhando como voluntária para limpar a igreja. Mas viu que a mãe ficava cada dia mais doente e que a esclerose dominava seu corpo, seu cérebro.
J.K fez faculdade de letras, e lá, teve influências (também) para escrever seus livros, ela foi extremamente influenciada por Charles Diken´s (mesmo autor de Mobie Dick), em uma de suas obras, principalmente na sua alegada intenção de matar Harry Potter em seu sétimo livro.
Após algum tempo, quando morava em Portugal, ela conheceu o pai de sua filha, Jéssica, o estudante de jornalismo Jorge Arantes, por quem se apaixonou perdidamente, e com quem se casou meses depois, ficando grávida. Mas ele se revelou um homem machista, possessivo e violento, o que levou a um rompimento. Por algum tempo, Joanne se manteve escondida. Um tempo depois, ela recebeu a notícia de que uma amiga com quem ela morou por algum tempo, era apaixonada por seu ex-marido, e eles se casaram 13 meses depois. Nesse meio tempo, ela já escrevia o “Prisioneiro de Azkaban”.
Mas o seu primeiro livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal” começou a ser escrito num café em Endiburgo, Escócia, logo após a morte de sua mãe. JK Rowling conta que foi no metrô em Portugal que ela teve pela primeira vez a idéia de escrever uma história para crianças sobre um mundo bruxo. Recém-divorciada e com uma filha recém-nascida, ela se sustentava dando aulas de Francês, mas o dinheiro não era suficiente, e freqüentemente pedia dinheiro emprestado para amigos.
Com o livro concluído (ela reescreveu algumas partes umas dez vezes, até estar de total acordo com sua vontade), ela tentou publicar seu livro por nove vezes (hoje, as pessoas que a recusaram devem se lamentar até a morte), uma pequena editora inglesa, a Bloonsbury, aceitou a publicar sua história, que se tornou um dos maiores Best-Sellers da atualidade. Na Grã-Bretanha, “Harry Potter e a pedra Filosofal”, teve uma venda quente e constante. Na primeira edição, foram impressos mil livros, mas a Bloomsbury sabia que teriam bom êxito se pegassem o livro e reimprimisse e reimprimisse...
As vendas de publicidade britânicas tinham garantido para ela cem mil dólares na América. Embora em uns anos mais tarde Rowling teria a causa para lamentar sua obra como “o único silencioso golpe da miséria que faz bem”, aquelas histórias lhe deram um perfil que a maioria de autores de primeira viagem poderiam somente sonhar.
Contudo todo o exagero as propagandas e a publicidade desvanecer-se-iam como o vapor saindo de um caldeirão se as crianças não agarrassem os livros como seus próprios . Professores e pais que presentearam as crianças com o livro ouviram um sonoro “click”. Eles tinham o Harry Potter e não iriam deixá-lo ir. O primeiro livro vendeu 70.000 cópias no primeiro ano e ganhou o “Smarties Prize for Children’s Literature”(prêmio de literatura infantil).
Nos Estados Unidos, também houve recusas para a publicação de seu livro. J.K já estava com o “Prisioneiro de Azkaban” pronto quando Arthur Levine, da editora Scholastic, que procurava um livro que agradasse crianças de ambos os sexos, aceitou publicar o primeiro livro. O resultado é que, não só agradou crianças de várias idades, mas adultos também. Fora o mar de dinheiro que conseguiram embolsar.Foi aí que começou a Era Potter, ou a pottermania. Os cem mil dólares que a Scolastic lucrou para Rowling, ajudou-a a comprar um apartamento de 2 quartos em Hazelbank Terrace. Jéssica logo entraria na escola primária e Rowling tinha que ter uma babá para olhar a menina enquanto escrevia.
Em 1998, “A câmara Secreta”, chegou no topo dos mais vendidos, coisa que J.K. não esperava, ainda mais o sucesso entre os adultos, pois muitos se divertiam com ele. A Bloomsbury lançou os livros em versões para adultos.
A ambição de Rowling em produzir um livro por ano, durante sete anos, contando a história de Harry desde o primeiro a no até sua formatura e não mais do que isso. Com o tempo, o “Prisioneiro de Azkaban” ajudou Rowling a conquistar seu primeiro milhão de dólares e a manteve escrevendo no tempo programado.
A pottermania aumentou ainda mais com a publicação do “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, em 1999, e com o “Harry Potter e o Cálice de Fogo” em 2000. Até então, este foi o livro que mais vendeu em sua estréia, somente sendo superado com o novo livro de Potter, o “Harry Potter e a Ordem de Fênix”, no dia 21 de junho de 2003. Com o”Harry Potter e o Cálice de Fogo”, Rowling estava esforçando-se para lidar com seu novo status. A pressão para ela completar seu maior livro era grande, combinado com um erro traçado nos capítulos que a forçou rasgar o livro e começar tudo de novo. O manuscrito foi entregue em março e assim que concernidos eram seus editores que respondiam que aproveitaram do lote que esteve colocado em um cofre.
A campanha do marketing de Bloomsbury se baseava em dizer que nenhuma cópia estava disponível a qualquer um antes da data da publicação, 8 julho, e mesmo o título era um segredo muito bem guardado, para ser revelado como a parte de uma campanha lenta da imprensa. O resultado foi que na Grã-Bretanha houve a mais rápida venda, onde um milhão de cópias haviam sido vendidas. O livro vendeu mais de cinco milhões de cópias na América.
O grande sucesso fez com que Rowling ficasse inacessível para os fãs. Dar autógrafos estava cada vez mais difícil, devido ao volume de livros vendidos.Quando a Bloomsbury converteu King’s Cross na plataforma 9 ³/4 , de onde o Expresso de Hogwarts parte nos livros, Rowling era incapaz de encontrar-se com as crianças que tinham recolhido por causa da disputa da imprensa e poderiam somente gritar desculpas para fora da janela enquanto o trem antigo saiu do evento.
Já o “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, só com as vendas pela internet através da Amazon.com, conseguiu vender mais de um milhão de cópias antes do lançamento dia 21 de junho de 2003. A venda total, só na primeira tiragem do livro, após o dia 21, foi de 13 milhões de exemplares.
No Brasil, a editora Rocco comprou os direitos de publicação da série. O primeiro volume, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, saiu oficialmente na Bienal do Livro de São Paulo, em maio de 2000, e ficou no primeiro lugar da lista de mais vendidos da revista Veja por quase três meses, até ser desbancado pelo segundo volume da série. O segundo volume, “Harry Potter e a Câmara Secreta”, saiu em Agosto. A Rocco lançou “O Prisioneiro de Azkaban” em 1º de Dezembro de 2000. “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, o quarto livro estreou dia 18 de junho de 2001 no Brasil, e tem 583 páginas, já o “Harry Potter e a Ordem de Fênix” tem previsão de estréia aqui no Brasil em meados de novembro.
No Mesmo ano do lançamento do “Cálice de Fogo”, uma das maiores produtoras cinematográficas, a Warner Bros, começa, a escalação do Elenco para Harry Potter and the Philosopher's Stone O filme estreou em 24 novembro de 2001 e arrecada quase US$ 1 bilhão de dólares, a segunda maior bilheteria da história do cinema, perdendo apenas para Titanic, na época. Hoje já passou dos US$318 bi, e é a décima maior bilheteria de todos os tempos. Steven Spilberg não concordou em dirigir o filme, deixando para Chris Columbus (“Esquecerem de Mim” 1 e 2) a oportunidade . Rowling exigiu que Harry teria um filme para cada livro e que ele seria britânico.
JK Rowling revela que certos personagens homenageiam seus amigos - como foi o caso já relatado do sobrenome do protagonista Harry. Rony Weasley, melhor amigo de Potter, é baseado em Sean Harris, um conhecido da escritora (dono do Ford Anglia); e Hermione é inspirada nela própria quando criança, embora ela não se considerasse inteligente na época. Harry, segundo Joanne, não é inspirado em ninguém em particular. Ainda de acordo com ela, o único motivo para Harry ser o protagonista é o fato de ele ter sido o primeiro personagem a ser inventado por ela.
Já o segundo filme, “Harry Potter e a Câmara Secreta” obteve, tanto sucesso quanto o primeiro filme, e arrecadou até hoje cerca de US$262 bi, e está em 20o lugar nas maiores bilheterias de todos os tempos.
Ela conheceu o atual marido, o Dr Neil Muray num jantar na casa de um amigo, durante suas viagens para o lançamento do filme. Eles se casaram em 2001, numa cerimônia fechada apenas para a família e os amigos. O primeiro filho do casal nasceu em Março de 2003, chamando-se David, não Harry.

O livro de Rowling vendia e muitos o atacavam em nome da Bíblia. Em algumas escolas Católicas da Austrália, ele foi simplesmente banido, pois diziam que ele ensinava coisas para as crianças sobre o diabo (que absurdo!), enfim, gerou polêmica em tudo qualquer lado! (inclusive com feministas, que alegavam que o problema não era o diabo, mas os homens!). A própria Joanne, quando perguntaram a ela numa entrevista dada no lançamento de seu livro, se ela acreditava em magia, respondeu um “não”, mas que acreditava na magia do amor, não nas mágicas que ela escreve em seus livros, com varinha e tudo.
Além de entreter, seus livros contém muitas críticas, como contra o racismo, preconceito e a educação de seu país. Pode-se observar o racismo explícito quando ela aborda sobre bruxos puro-sange e os mestiços, e também o preconceito contra doenças contagiosas, como a de Lupin, pessoas o julgam sem ao menos o conhecerem e verem o quão doce e agradável é ele. Já no sistema de ensino, é só observar as aulas nada didáticas de Snape ou do Professor Binns. Ele é também um livro para se pensar no mundo em que vivemos. Já para as crianças e adolescentes, fala também dos medos e dos obstáculos vividos nessa idade, como por exemplo, quando o Harry teme em não ser aceito em um grupo de pessoas que ele nunca teve contato, ou até mesmo, quando ele descobre sentimentos nunca sentidos antes, como o amor, a lealdade (para com seus amigos), o medo e até mesmo o obstáculo que é o amadurecimento.
Rowling já foi processada por plágio (para quem não sabe da história, ela foi acusada pela autora de “A lenda de Rah”, já ter escrito sobre isso em 1984, pois em seu livro existiam a palavra Muggle (trouxa, em português) e que a história era de um tal Larry Potter, que tinha cabelos negros e usava óculos), mas claro que Rowling ganhou.
Mas o fenômeno de Harry Potter não está em apenas seus cifrões astronômicos. Está também no “milagre” conseguido por Rowling: fazer as crianças voltarem aos livros. As crianças da era digital não sabiam ou não tinham sido estimuladas a gostarem de livros, mas Harry Potter mostrou que os prazeres da leitura são recompensáveis, e hoje, as crianças que começaram a lendo Harry Potter, se “aventuram” lendo muitos outros livros, sem se sentirem obrigadas a isso.





Mais abaixo você encontra algumas fotos da autora, em diversas ocasiões. Algumas delas aparecem na parte de dentro da contracapa dos livros.